quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Felicidade - Gabriel Moura/ Seu Jorge/ Leandro Fab/ Pretinho da Serrinha

Antes de se tornar um dos grandes sucessos da música brasileira no ano de 2015, a canção "Felicidade" nascia em um quarto de hotel com um destinatário certo para interpretá-la: 
"Eu lembro que estávamos trabalhando na música que apresentaríamos no dia seguinte à Glória Perez - aquela que viria a ser o tema da abertura de Salve Jorge (Alma de Guerreiro). Alguém então lembrou que nessa reunião iríamos encontrar também o Caetano e que ele estava gravando um disco novo. Pintou a ideia de fazermos uma música pra mostrar pra ele, foi a 'Felicidade': daquelas composições que saem rápido, uma frase depois da outra. Quando terminamos nem acreditamos no resultado, foi emocionante", conta o músico Gabriel Moura que assina a faixa junto com Seu Jorge, Pretinho da Serrinha e Leandro Fab.
Na reunião a canção foi então apresentada a Caetano, que, apesar de ter gostado do resultado, decidiu por não gravá-la, pois o repertório e o conceito do seu próximo trabalho (Abraçaço) já se encontravam bem definidos. Ficou então a homenagem que a letra da música faz ao cantor baiano: "felicidade é colar no show do Caetano/cantar Odara até o dia raiar...". 
A primeira gravação de "Felicidade" seria do próprio Gabriel Moura no seu primeiro disco solo Karaokê Tupi (2013).  A faixa se destacou no álbum, mas ganhou dimensão nacional quando recebeu a interpretação de Seu Jorge no disco Músicas para Churrasco II (2015). A versão ficou entre as faixas mais executadas naquele ano, foi parar na trilha sonora da novela Totalmente Demais e até hoje recebe propostas de sincronização em publicidade. 
"É uma música que me remete a um painel de imagens de momentos em que as pessoas podem ser felizes juntas, correndo juntas, fazendo as coisas simples juntas, cozinhando juntas. Então pra mim é muito gratificante receber o retorno daqueles que curtem a canção e a colocam nos seus playlists para curtir os momentos felizes de suas vidas", agradece Gabriel.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Baile de Máscaras - Damm


"Baile de Máscaras" é uma canção de Damm escrita depois de participar da festa de 20 anos da MTV Brasileira. Tudo muito bom, tudo muito bem, só gente bacana reunida e o cantor acabou vivenciando uma experiência em que viu cair o disfarce do mainstream musical brasileiro: um cantor de grande renome do cenário, no auge de sua carreira, batendo boca na festa por nada. "Ela é uma mistura de situações que presenciei nessa festa e de uma reflexão pessoal que fiz a respeito de como a gente enquanto artista fica tentando se formatar para entrar no sistema. Ela fala dessa minha desistência em obter este tipo de reconhecimento. E acaba que antecipa também um pouco do momento que vivo hoje na música, atuando como songwritter, produtor, arranjador", explica Damm. 
                                                                  Festa de 20 anos da MTV Brasil 
"Baile de Máscaras" foi gravada no primeiro álbum solo de Damm que seria lançado pelo selo Som Livre Apresenta, mas que, por conta de uma redução de custos da gravadora, acabou sendo lançado de modo independente. A faixa foi produzida pelo premiado Alberto Vaz e se encaixa no conceito intimista do disco, em que Damm se reinventa artisticamente cantando temas reflexivos depois de sua passagem pelas bandas ZecaCuryDamm e Formidável Família Musical.
Depois de lançar o disco percorrendo o circuito musical independente do interior paulistano, Damm passou três anos no Rio de Janeiro trabalhando no estúdio do tecladista Carlos Trilha (ex-Legião Urbana). De lá acumulou experiência de produção musical para seguir para Londres onde já trama os próximos passos de mais um trabalho solo - ainda não sabe se cantando em inglês ou português.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Perfeição - Legião Urbana

Perfeição é uma canção da Legião Urbana gravada no disco O Descobrimento do Brasil (1993). Mesmo em seu formato inusitado – ausência de refrão e letra longa - ela foi escolhida como música de trabalho para promover o álbum. Em seu livro de memórias o guitarrista Dado Villa-Lobos relata que “Perfeição” foi escrita por Renato como uma espécie de manifesto político sobre os anos 1990. “A ideia era que o arranjo ficasse entre o rock e o rap, e que o Renato mais declamasse os versos do que propriamente cantasse”, escreve Dado.
Os versos faziam referência direta à grande decepção vivida pela sociedade brasileira com o governo Collor. Depois de ir às ruas exigir o fim da ditadura militar, em 1984, a população acabava de se decepcionar pela segunda vez na recém-conquistada democracia. Primeiro com José Sarney que saiu do cargo presidencial sem governabilidade, depois com Collor que renunciou antes de ter o mandato cassado por um processo de impeachment.
Ao final da canção a banda abre uma nova página no arranjo para cantar a esperança – ou o que poderia ter sobrado dela naquele momento: “Venha, meu coração está com pressa/ Quando a esperança está dispersa/ Só a verdade me liberta/ Chega de maldade e ilusão/ Venha, o amor tem sempre a porta aberta/ E vem chegando a primavera/ Nosso futuro recomeça:/ Venha, que o que vem é perfeição.”
“O nosso objetivo era mostrar que, longe dos noticiários, existia um Brasil genuíno, autêntico, composto de pessoas simples e honestas que tocavam a sua vida mesclando esforço, coragem e amor. Essa nossa perspectiva, um tanto romântica, buscou retratar um pouco o cotidiano desses brasileiros anônimos”, escreve Dado.
No estúdio, enquanto a faixa era mixada, a equipe técnica considerou que ela se parecia com “O Bêbado e o Equilibrista” - parceria de Aldir Blanc e João Bosco que se tornou um clássico da música popular brasileira. Mesmo sem concordar com as semelhanças, mas já se precavendo de possíveis acusações de plágio, o grupo resolveu creditar a música também a Aldir Blanc e João Bosco.“Perfeição” também ganhou um videoclipe dirigido pelo fótografo Flávio Colker. Na película os integrantes da banda aparecem em uma fazenda próximo a Niterói em um passeio bucólico.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sons - Taro

Sons é uma composição da banda Taro com letra de Gabriel Tupy O guitarrista do grupo lembra que o nascimento da canção foi para ele uma experiência libertadora. "Estava em casa tocando a música e, viajando com a melodia, percebi que as notas e os sons emitidos pareciam transcender a matéria - quase como o divino. Foi aí que escrevi me colocando no lugar dos sons e isso me fez me sentir muito maior do que esperava", reflete Gabriel.
Sons é o primeiro single da banda que é formada por jovens conquistenses - o mais moço deles tem 17 anos. A faixa, lançada na semana passada, leva adiante a experiência terapêutica vivida por Gabriel e convida o ouvinte a mergulhar em uma atmosfera rica em texturas, dialogando com a linguagem em voga de ícones do rock psicodélico/experimental. A produção é assinada pelo experiente Daniel Drummond e marca uma estreia colorida na vida da Taro.

sábado, 28 de outubro de 2017

Para Todo Um - Neila Kadhí/ Fred Aquino

"Para Todo Um" é uma canção escrita em parceria por Neila Kadhí e Fred Aquino. Neila lembra que a composição surgiu há cerca de 8 anos quando recebeu a visita de Fred em momento oportuno. "Eu estava vivendo um momento de separação e ele também vivia uma situação particular nessa área da vida. Acabamos dialogando sobre relacionamentos amorosos, como às vezes os sujeitos envolvidos se encontram em momentos completamente diferentes, e levamos isso pra música", explica Neila. 
A parceria de Fred e Neila, que vem desde os tempos de escola, foi acionada para traduzir o que viviam naquele momento: "É uma canção sobre as afinidades, uma tentativa de entender o que leva a gente a se aproximar de alguém, bem como de entender que nessas relações a vontade de um nem sempre está de acordo com a vontade do outro", reflete Fred. 

A canção Para Todo Um foi gravada por Neila Kadhí em 2015. Logo após retornar de um período morando no exterior, ela voltou decidida a retomar as atividades musicais. Esse retorno foi marcado pelo envolvimento com o movimento musical Som das Binha - coletivo de mulheres musicistas que promovem repertório autoral  dentro circuito musical soteropolitano. "Eu cheguei no momento estruturante do Som das Binha e, busca algo interessante para apresentar, que reencontrei 'Para Todo Um'. Hoje ela é presença certa nas apresentações do grupo; é uma música que tem uma adesão bacana do público", conta Neila. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Samba é Sacerdócio - Gileno Félix/ Paulo Mutti


"Samba é Sacerdócio" é uma parceria do compositor Gileno Félix com o músico e produtor Paulo Mutti. A faixa acaba de ser lançada como o primeiro single do álbum solo da cantora baiana Aiace Félix e conta com a participação de Luiz Melodia, em um dos seus últimos registros. 
O samba teve nascimento há cerca de três anos atrás, quando Gileno - pai de Aiace, poeta e autor de sucessos  como "Me Abraça e Me Beija" - procurou por Paulo para uma primeira parceria: trazia no bolso da camisa versos a serem serem musicados. Animado com o convite, Paulo atendeu de pronto e desenhou samba nos versos em uma noite de trabalho. "Quando concluí pensei: 'nossa, isso ficaria lindo na voz de Luiz Melodia'. Eu ainda sequer o conhecia e percebi que tinha feito a música inspirado no cantar dele. Ele é pura classe e elegância na construção das suas frases melódicas", revela Mutti. 
E foi com esse lembrete que a canção foi apresentada a Aiace e acabou sendo escolhida para integrar o disco. “Achei linda e fiquei apaixonada pela música. Poucos meses depois eu e Paulo conhecemos Melodia por intermédio de meu pai e Ricardo Augusto, amigo em comum. Ele foi extremamente generoso e receptivo com a gente, com as músicas que mostramos. Fizemos o convite para que ele participasse e escolhemos gravar justamente a música composta para ele. Hoje é ainda mais forte escutá-lo cantando ‘eterno é o que não se sabe / o dia que chega ao fim”,  declarou a cantora ao portal Correio 24 horas. 
A faixa foi lançada com clipe em que Aiace e Luiz Melodia, no estúdio, interpretam em dueto os versos sobre o ofício do sambista, que é comparado a um jardineiro "que sabe plantar a flor / sabe as cores que ela tem/ pra fazer um samba bem do jeitinho do seu amor".

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Vida Me Chama Lá Fora - Duda Spínola/Marcos Guimarães

"A Vida Me Chama Lá Fora" é uma parceria de Duda Spínola e Marcos Guimarães. A canção foi escrita - provavelmente na estrada - quando os músicos ainda tocavam juntos na banda Adão Negro e acabou sendo a chave para que Duda abrisse as portas de sua carreira solo. "Estávamos gravando o álbum 'Mais Forte', que saiu em 2010, e no mesmo período resolvemos fazer um registro dessa composição meio que de brincadeira - já que ela entraria no disco do Adão. Foi nessa experiência que fiquei com vontade de gravar um álbum meu. O disco saiu em 2012 batizado com o nome da faixa e a gravação dela manteve a mesma pegada rock'n roll dessa primeira versão", explica Duda. 
Na mensagem direta de "A Vida Me Chama Lá Fora", os parceiros musicais refletem sobre o poder da palavra. "É uma inquietação que temos em comum. Muita gente confunde sinceridade com indelicadeza. A palavra é muito poderosa e o microfone acaba amplificando muito esse poder. As redes sociais também. Eu acho que devemos ser cuidadosos sempre, não 'pisar em ovos', mas usar esse poder para o bem.", reflete Duda.
A faixa ganhou também um videoclipe, em que Duda interpreta dois papéis: de um jovem executivo angustiado que resolve sair para curtir a noite soteropolitana e de si mesmo tocando na noite soteropolitana. A película é uma produção conjunta de Duda com o fotógrafo e videomaker Uanderson Brittes e Thyago Nascimento.